sábado, 24 de novembro de 2012

DISLEXIA

Dislexia interfere na leitura, escrita e interpretação *Entrevista com Dra Olga Inês Tessari *o texto está registrado de acordo com a Lei de Direitos Autorais Publicada no Jornal Rudge Ramos por Denise Burgarelli e Kleber Pesslato wm abril/2008 * Veja indicação de leitura de outros textos no final da página * Dislexia atinge cerca de 15% da população brasileira A dislexia, doença que está sendo muito comentada devido a personagem da novela da Rede Globo Duas Caras, é um dos muitos distúrbios relacionados a aprendizagem que atinge cerca de 15% da população, segundo dados da Associação Brasileira de Dislexia. A doença caracteriza-se pela dificuldade da criança em entender diferentes formas da linguagem, dificuldade de leitura e de escrita e até mesmo de soletração. Sandra Regina Fâmula, moradora de São Caetano do Sul e mãe de Guilherme Corneto, conta como percebeu este distúrbio no filho. “Quando descobri ele estava com 9 para 10 anos. Ele apresentava muitas dificuldades na escola, tinha notas baixas e isso me fez perceber o problema”. Com relação à escola, a mãe diz que os professores fazem de tudo para se adaptar. “O disléxico tem dificuldade em escrever, ler e entender, então, isso influencia em todas as matérias. Como cada caso é único e cada disléxico apresenta dificuldade específica, acaba não sendo fácil para a escola também”, afirmou. Por demorar para ser detectada (geralmente é vista no início da vida escolar), muitas crianças disléxicas são rotuladas de desmotivadas e preguiçosas, visto que têm dificuldades de aprender. Ao contrário do que se pensa, a dislexia, que surge de forma hereditária, causa dispersão e também uma demora da criança em aprender a falar e organizar a linguagem de modo geral. Os disléxicos recebem informações em uma área diferente do cérebro. Ou seja, são pessoas com cérebro normal, mas que processam a informação de uma forma mais lenta. No processo de leitura, recorrem somente à área cerebral que absorve fonemas. A conseqüência disso é que disléxicos têm dificuldade em diferenciar fonemas de sílabas, pois sua região cerebral responsável pela análise de palavras permanece inativa. Suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança disléxica não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado; tornando assim uma grande barreira, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida. Para detectar esse distúrbio é preciso uma avaliação multidisciplinar, que diferencie a dislexia de outras disfunções como, por exemplo, um retardamento mental leve. Segundo a fonoaudióloga Adriana Nascimento Gabanini, é possível suspeitar que uma criança tenha dislexia com 4ou 5 anos de idade, mas só um tempo depois da fase de alfabetização, com cerca de 9 anos, e com a avaliação de vários profissionais, é possível ter certeza do diagnóstico de dislexia. A fonoaudióloga faz parte do Programa de Dislexia ABC, que tem parceria com a Prefeitura de Santo André, é formada por uma equipe multidisciplinar de neuropsicólogos, fonoaudiólogos, neuropediatras e psicopedagogas. Que, em parceria com a prefeitura, avalia crianças das escolas da rede pública da região. Assim, cada profissional pode ajudar no desenvolvimento da criança em sua dificuldade específica. “A fonoaudióloga ajuda na melhora do ritmo, leitura, na velocidade de produção, interpretação e trocas na fala”, explica Adriana. A psicóloga Olga Tessari, diz que o psicólogo deve fazer uma avaliação de forma que tanto a criança quanto a família tenham consciência do problema e de como agir para que este não cause sofrimento, uma vez que a dislexia não tem solução, embora seja possível lidar muito bem com ela. “A criança disléxica pode estudar em uma escola normal, desde que tenha a assistência psicológica necessária e que os pais também sejam orientados sobre como agir com ela”, alerta. A professora Dalva Loreatto dos Santos, supervisora da área de Psicologia Escolar do curso de curso de Psicologia, diz que é de fundamental importância o trabalho em parceria com a escola. “Os pais que já contam com o diagnóstico realizado por profissionais, devem informar à escola e juntos encontrarem alternativas de ações pertinentes para as situações do cotidiano escolar”, completa Dalva. Algumas falhas no aprendizado e comportamento podem ser observadas: • Dificuldades com a linguagem; • Dificuldades na escrita e ortografia; • Lentidão na leitura; • Falta de memorização das palavras. Adultos • Permanência da dificuldade em escrever em letra cursiva • Dificuldade em planejamento e organização • Dificuldade com horários (adiantam-se, chegam tarde ou esquecem) • Falta do hábito de leitura • Normalmente tem talentos espaciais (engenheiros, arquitetos, artistas)

sábado, 17 de novembro de 2012

Filmes sobre saúde

1-Lado a lado (Stepmom, 1998): família de pais separados precisa superar suas diferenças e enfrentar o câncer 2-O amor é contagioso (Patch Adams, 1998): bela história sobre o poder do amor e da alegria no tratamento médico. 3-Mr. Jones (Mr. Jones, 1993): história de amor e descontrole protagonizada por um portador de transtorno bipolar. 4-O óleo de Lorenzo (Lorenzo´s Oil, 1992): baseado em uma história verídica, narra a batalha de um casal para salvar filho com doença genética rara. 5-Um golpe do destino (The Doctor, 1991): médico insensível acaba no papel de paciente e sofre transformação radical. 6-Rain Man (Rain Man, 1988): com a morte do pai, jovem yuppie se vê obrigado a cuidar do irmão autista. 7-Uma mente brilhante (A beautiful mind, 2001): baseado na biografia do matemático John Nash, narra a luta do cientista com a esquizofrenia. 8-O filho da noiva (El Hijo de la Novia, 2001): aborda a temática do alzheimer em idosos e o quanto isso pode afetar as relações familiares. 9-As Invasões Bárbaras (Les invasions barbares, 2003): aborda o câncer e os cuidados paliativos em meio à relação de pai e filho. 10-Do amor e outras drogas (Love and Other Drugs, 2010): vendedor de medicamentos se apaixona por jovem com Parkinson.

Cuidado com o estresse!

Ele prejudica a qualidade de vida e ainda enfraquece o sistema imunológico Thaís Manarini, especial para o iG São Paulo | 28/03/2010 11:29:52 De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse, em suas mais variadas formas, atinge perto de 90% da população do planeta. Levando em conta o caos no trânsito e a pressão no trabalho vivida nos grandes centros urbanos, esse dado não chega a causar tanto impacto à primeira vista. Mas o estresse está associado ao desenvolvimento de uma série de doenças, tais como câncer, hipertensão, depressão, diabetes, asma e psoríase, entre outras. Getty Images/Photodisc Em excesso, substâncias produzidas durante o estresse prejudicam a imunidade Necessário, na hora certa Apesar de ser constantemente citado como um mal da modernidade, o estresse é conhecido desde as eras mais primitivas. Para o homem das cavernas, ele servia como um escudo: diante de uma situação de perigo iminente, estimulava o organismo a produzir as substâncias necessárias para lutar ou fugir. Hoje, por outro lado, não é preciso muito para levar o corpo a esse estado de alerta: há quem sofra com ele ao enfrentar a fila do banco, ao discutir com o parceiro ou ao enfrentar uma entrevista de emprego. Segundo a endocrinologista Dolores Pardini, do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), como ninguém precisa sair correndo ou partir para a briga em situações como essas, a enxurrada de reações desencadeada no corpo passa de protetora a vilã. “Quanto mais tempo se vive sob estresse, maior a quantidade de adrenalina e cortisol liberada no organismo”, explica a médica, referindo-se aos principais hormônios produzidos nos momentos de tensão. A adrenalina, cuja função é bloquear o sangue em vários órgãos e enviá-lo aos músculos para corrermos das ameaças, pode levar à hipertensão quando fabricada em excesso. Já o exagero de cortisol, hormônio que libera açúcar na corrente sanguínea para servir de energia durante a fuga, pode até evoluir para diabetes em pessoas predispostas à doença. Sistema imune em risco Segundo Ana Maria Rossi, psicóloga e presidente do Isma Brasil, associação integrante da International Stress Management Association, o principal contratempo relacionado ao estresse é que ele prejudica o sistema imunológico, responsável por defender o corpo da proliferação de células cancerosas, vírus ou bactérias. “Quando isso acontece, ficamos vulneráveis a qualquer tipo de problema: desde uma simples alergia até um câncer”, informa Ana. Por isso, o primeiro passo para evitar complicações é deixar de ver o estresse como uma simples frescura. “Muitas vezes as pessoas vão ao médico e escutam ‘é só estresse’. Mas tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde precisam perceber que esse quadro pode levar a graves consequências”, ressalta a especialista. Incontáveis prejuízos O estresse pode colaborar para o surgimento de diversos problemas de saúde. Veja alguns e saiba como eles afetam o corpo feminino: Obesidade: quem é muito ansiosa e estressada acaba comendo sem perceber – isso sem contar que o metabolismo acelerado aumenta o apetite. Assim, o ponteiro da balança não demora a acusar os quilos extras. Problemas na pele: em situações estressantes, o corpo da mulher pode produzir uma quantidade maior de testosterona, o hormônio masculino. O resultado disso é o surgimento de acne, espinhas e muita oleosidade. E não para por aí: de acordo com uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro (SBD-RJ) com 50 mil pacientes, um terço dos que apresentavam problemas de pele, como psoríase, vitiligo e herpes labial, sofria influências emocionais, como estresse, depressão ou ansiedade. Rugas: para piorar a situação, elas aparecem mais cedo. Isso porque, além de o estresse estimular a fabricação de radicais livres (moléculas que favorecem o envelhecimento da pele), a pessoa que vive estressada está sempre com os músculos da face franzidos. Irregularidade menstrual: o ciclo pode sofrer uma reviravolta por causa do estresse. Em alguns casos a mulher chega até a parar de menstruar. Menopausa precoce: pesquisadores da Universidade de Versailles, na França, analisaram 1.500 mulheres com 50 anos ou mais e descobriram que as mais estressadas no trabalho tinham maior tendência a iniciar a menopausa bem antes da idade média de 52 anos. Infertilidade: casais com nível de ansiedade elevado podem ter o sistema reprodutor comprometido e, por isso, apresentar dificuldade para engravidar. Não é à toa que muitas mulheres se descobrem grávidas depois que se esquecem do assunto. Problemas gastrointestinais: a tensão constante pode causar prisão de ventre, diarréia, gastrite e úlcera. Câncer: de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e publicado na revista Nature, o estresse seria capaz de emitir sinais para que as células desenvolvam tumores. Doenças da boca: pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Piracicaba e da Universidade Estadual de Campinas publicaram um estudo no qual observaram que pessoas estressadas estão mais propensas a desenvolver doenças periodontais – que atingem o conjunto de tecidos ao redor dos dentes. Doenças cardíacas: um estudo realizado com servidores públicos em Londres e publicado na revista científica European Heart Journal, avaliou que aqueles com idade abaixo de 50 anos e portadores de estresse crônico tinham 68% mais chance de sofrer com doenças cardíacas quando comparados aos funcionários que atuavam em ambiente livre de estresse. Qualidade de vida Cabe lembrar que o estresse não só afeta a saúde como também a qualidade de vida. “Normalmente quem está estressado tem dificuldade de se relacionar e se divertir, pois fica muito voltado para o fator estressor”, afirma Lúcia Novaes, professora do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente da Associação Brasileira de Stress (ABS). É importante ressaltar também que pessoas extremamente estressadas têm como sintomas a hipersensibilidade emotiva e a irritabilidade. Essa combinação pode ser explosiva e contribuir para reações violentas em diversos contextos, como após uma ‘fechada’ no trânsito, uma bronca do chefe ou uma reclamação do marido. Tratando o problema Para evitar que o estresse tenha um efeito devastador sobre a vida e a saúde, é necessário ficar de olho nos sintomas e puxar o freio de mão caso eles apareçam com freqüência no cotidiano. “O estresse excessivo se mostra através de muito cansaço (inclusive ao acordar), problemas de memória, pesadelos constantes, hipersensibilidade, irritabilidade exagerada, perda do interesse sexual, doenças físicas ou emocionais, como depressão e transtornos de ansiedade”, alerta Lúcia Novaes. Praticar exercícios físicos, adotar uma alimentação balanceada, utilizar de técnicas de relaxamento e respiração profunda e ter uma visão realista dos acontecimentos estão entre as estratégias mais empregadas na prevenção e no controle do estresse. Para Lúcia, é fundamental estabelecer prioridades na vida e também aprender a ver o lado positivo das coisas. Se mesmo assim for difícil regular os níveis de tensão, é melhor procurar ajuda profissional. Muitas vezes, é necessário contar com o auxílio de um psicólogo especializado em estresse e de um médico – caso já apresente alguma doença, como hipertensão ou úlcera. “O tratamento envolve quatro áreas: atividade física, técnicas de relaxamento e respiração profunda, orientação em relação à alimentação e abordagens psicológicas para aprender a lidar com o estresse. Trata-se de uma mudança no estilo de vida”, finaliza a presidente da ABS.

Empurre sua vaquinha

"Um sábio passeava na floresta com seu discípulo. Avistou uma casinha pobre, aos pedaços. Nela moravam um casal e três filhos - todos mal vestidos, sujos, magros e aparentando subnutrição. O sábio pergunta ao pai da família:"- Como vocês sobrevivem? não vejo horta alguma. Não vejo plantação alguma. Não vejo animais." O pai respondeu: "- Nós temos uma vaquinha que nos dá alguns litros de leite por dia. Uma parte do leite, nós tomamos. Outra trocamos na cidade vizinha por alimentos e roupas e assim vamos sobrevivendo...". O sábio agradeceu e saiu novamente pelo caminho. Logo em seguida, o sábio avistou uma vaquinha e ordenou ao seu discípulo: "- Puxe aquela vaquinha até o precipício e a empurre precipício abaixo!" Mesmo sem compreender a ordem, o discípulo a cumpriu - empurrou a vaquinha no precipício! E ficou pensando na maldade do sábio em mandar matar a única fonte de subsistência daquela pobre família. Aquilo não saiu da cabeça do discípulo por muitos anos. Alguns anos depois, passando pela mesma região, o discípulo lembrou-se da família e do episódio da vaquinha. Resolveu voltar àquela casinha e ... surpresa!!! No lugar da pobre casinha havia uma bela casa. Um pomar ao redor. Várias cabeças de gado. Um trator novo. Na porta da casa avistou o mesmo pai - agora bem vestido , limpo, saudável. Logo apareceram a mulher e os três filhos - todos bonitos e aparentando saúde e felicidade! Quando o discípulo perguntou a razão de tanta mudança nesses últimos anos, o pai da família respondeu: "- A gente tinha uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Sem vaquinha a gente teve que se virar e fazer outras coisas que nunca tinha feito. começamos a plantar, criar animais, usar a nossa cabeça para sobreviver e daí a gente viu que era capaz de fazer coisas que nunca tinha imaginado e de conseguir coisas que a gente achava impossível porque nunca havia tentado fazer. Sem a vaquinha, a gente foi à luta e a gente só tinha essa alternativa - lutar para vencer!" Nesta semana, pense nesta estória. Todas nós temos uma "vaquinha" que nos dá alguma coisa básica para sobreviver e conviver com a "rotina". Vamos descobrir qual é a "nossa vaquinha" e quem sabe aproveitar este momento de "crise" para empurrá-la morro abaixo. Boa Semana. Sucesso! "Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar". Jeremias 7:3 texnikaiya.ru | grazil.ru | story4baby.ru | best-to-baby.ru | sfera4auto.ru