sábado, 31 de agosto de 2013

Jo Soares TDAH(DDA) - Ana Beatriz Silva

FOBIA

Autoria: Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva O que é Fobia? É um grupo de transtornos no qual a ansiedade é evocada predominantemente por certas situações ou objetos bem definidos, os quais não são considerados perigosos. Essas situações ou objetos são caracteristicamente evitados ou suportados com extremo sofrimento. A ansiedade pode variar de um desconforto até uma sensação de pavor, que não é aliviada pelo reconhecimento de que outras pessoas não consideram a situação em questão como perigosa ou ameaçadora. A perspectiva de passar pela situação fóbica geralmente gera ansiedade antecipatória. Aqui vamos falar sobre dois tipos importantes de fobias: agorafobia e a fobia social. Agorafobia Originalmente o termo agorafobia era usado apenas como "medo de espaços abertos" (significado literal), mas atualmente esta definição foi ampliada, significando ansiedade ou medo de sair de casa ou de estar em situações nas quais a fuga ou o socorro imediato sejam difíceis (ex.: multidões, lugares fechados - aviões, elevadores, cinemas -, distanciar-se de casa, transportes coletivos, túneis, pontes, lugares públicos em geral), no caso de algum acidente ou mal-estar. A pessoa passa a evitar tais situações devido ao medo ou à ansiedade, o que freqüentemente faz com que fique confinada em seu próprio lar. Sintomas físicos como dificuldade de respirar, tontura e desmaios podem ocorrer. Fobia Social Freqüentemente começa na adolescência afetando igualmente homens e mulheres. É caracterizada por um medo excessivo de se expor a outras pessoas, levando a evitação de situações sociais. Em outras palavras é o medo patológico de comer, beber, tremer, enrubescer, falar, escrever, enfim, agir de forma "ridícula" na presença de outras pessoas. Há grande ansiedade antecipatória quando próximo do objeto em questão e ausência de sintomas ansiosos quando longe da situação fóbica. A fobia social pode ser do tipo mais restrita ( ex.: encontrar com pessoas do sexo oposto, agir, comer, assinar cheques ou falar em público ) ou generalizada, quando envolve quase todas as situações sociais nas quais há a possibilidade de ser analisado ou avaliado pelos outros. O segundo tipo é o mais comum. A evitação das situações que é marcante nos casos extremos pode resultar em isolamento social quase completo. Sintomas físicos como rubor, tremores nas mãos, náuseas e urgência miccional podem ocorrer. Fobia Social e Timidez são a mesma coisa? NÃO. Podemos até dizer que a fobia social é uma "timidez excessiva" que "passa a ser patológica e incapacitante". Mas que fique bem claro que timidez "normal" não é uma doença, não prejudica as atividades diárias da pessoa e, portanto, não é restritiva ou incapacitante. Existe tratamento? SIM. No caso da agorafobia é muito freqüente a ocorrência concomitante de outras doenças, como depressão e o pânico, e nesses casos o tratamento destas é fundamental. Atualmente é bem conhecida a eficácia de tratamentos farmacológicos (principalmente dos chamados antidepressivos, além de outros "adjuvantes"), que proporcionam um reequilíbrio bioquímico, fazendo com que a pessoa melhore e passe a se beneficiar de terapias como as cognitivo-comportamental e outras psicoterapias. Suplementos sobre Fobia ACROFOBIA (medo de lugares elevados, altura) AEROFOBIA (medo do ar) HIDROFOBIA (medo da água) AGORAFOBIA (medo de lugares e situações públicas) FELINOFOBIA (medo de gatos) ARACNOFOBIA (medo de aranhas) ASTROFOBIA (medo de relâmpagos) BACTEROFOBIA (medo de germes) BRONTOFOBIA (medo de trovões) CINOFOBIA (medo de cães) CLAUSTROFOBIA (medo de lugares fechados) ENTOMOFOBIA (medo de insetos) EQUINOFOBIA (medo de cavalos) HEMATOFOBIA (medo de sangue) HERPETOFOBIA (medo de répteis) MISOFOBIA (medo de sujeira, contaminação) NICTOFOBIA (medo de noite, escuridão) OFIDOFOBIA (medo de cobras) PIROFOBIA (medo de fogo) XENOFOBIA (medo de estranhos) ZOOFOBIA (medo de animais)

sábado, 24 de agosto de 2013

A NORMALIDADE DA IMPERFEIÇÃO HUMANA - De perto ninguém é normal

* Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva (Médica Psiquiatra, CRM/RJ 5253226/7 e CRM/SP 113.092-S) Quando penso na palavra gente, uma sensação boa e terna me invade a mente: eu gosto de gente, e esse gosto me faz "fuçar" cada vez mais nosso motor central – o cérebro – na busca de respostas que me levem a detectar, compreender, criar empatia e, sempre que possível, ajudar as pessoas (nossa gente) a ter uma existência mais confortável consigo mesmas e com o mundo em redor. Mas, como boa amante da música popular brasileira, gente me lembra Caetano Veloso. Foi Caetano que nos levou a refletir sobre o conceito de normalidade quando, em uma de suas músicas – "Vaca profana" -, disse que "de perto ninguém é normal". Interessante como o conhecimento humano se manifesta em todas as áreas de expressão, pois no início do século passado Freud – pai da psicanálise – afirmou a mesma ideia com as seguintes palavras: "Toda pessoa só é normal na média". Parece uma grande "loucura", no entanto Freud, Caetano e todas as pessoas do planeta temos algo em comum: nenhum de nós possui um cérebro perfeito. Entendendo-se como perfeito o cérebro que produza seus neurotransmissores – nossos "combustíveis cerebrais" – em quantidades exatas ou iguais e faça com que cada parte exerça suas funções tão bem como os demais, obtendo assim um desempenho máximo em todas elas. Se olharmos bem ao redor, constataremos facilmente essa realidade. Quem não conhece alguém genial na criação de complexos programas de computador, ou mesmo projetos inovadores de engenharia, que, por outro lado, apresenta profunda dificuldade em seus relacionamentos sociais, principalmente afetivos e emocionais? Podemos concluir que um cérebro perfeito é uma impossibilidade humana. Todos eles têm seus pontos fortes – talentos, dons ou aptidões – e seus pontos limitantes – inabilidades, inaptidões ou "fraquezas" -, que, com o tempo e com empenho, aprendemos a administrar em nosso próprio benefício. Outro aspecto – bem mais científico, apesar de menos visível que os exemplos anteriores – que reitera a imperfeição do cérebro humano é a sua idade. Isso mesmo. Para quem não sabe, nosso querido e poderoso cérebro não passa de um bebê na longa história da evolução das espécies. Ele completou 100 mil anos há pouco tempo. Velho, velhíssimo, dinossáurico, pré-histórico... Provavelmente seriam esses os adjetivos usados por um adolescente para definir nosso baby. Mas se dermos alguns passos, entrarmos em uma locadora e pegarmos o filme O parque dos dinossauros, de Steven Spielberg, veremos que Hollywood, além de lazer, é cultura e informação. Lá se conta um pouco da história dessa geração de répteis fantásticos que habitaram e dominaram nosso planeta por 160 milhões de anos. E agora, quem é velho? Nosso cérebro ainda é um bebê lindo e "fofo" que começa a dar seus primeiros passos nessa tal história evolucionária. Por isso temos de considerá-lo uma obra em andamento que com certeza será capaz de desenvolver novas funções adaptativas de caráter positivo, que nos tornarão mais eficientes em transcender dificuldades, limites ou mesmo impossibilidades atuais. Uma coisa é certa: todos nós possuímos deficiências ou falhas mentais. É claro que uns apresentam mais sérias, outros menos, no entanto tudo indica que o barro divino de onde viemos já veio malhado antes de nascermos. E agora? Quem terá coragem de atirar a primeira pedra? Quem for perfeito pode começar!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DEPRESSÃO

Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva (Médica Psiquiatra, CRM/RJ 5253226/7 e CRM/SP 113.092-S) O que é Depressão? A depressão não é apenas uma sensação de tristeza, de fraqueza ou de "baixo astral". É muito mais do que se sentir triste ou ficar de luto após uma perda, por exemplo. A depressão é uma doença de corpo como um todo (tanto como hipertensão arterial, a diabetes ou as doenças cardíacas) que afeta o humor, os pensamentos, a saúde e o comportamento. Estima-se que 10% da população mundial sofram de uma doença depressiva em algum período de sua vida. O quadro clínico da depressão pode apresentar os seguintes sintomas: Tristeza persistente, ansiedade ou sensação de vazio; Sentimentos de culpa, inutilidade e desamparo; Insônia terminal (ocorre o despertar 3 a 4 horas da manhã) ou excesso de sono; Perda de apetite e do peso, ou aumento do apetite e ganho de peso; Fadiga e sensação de desânimo; Irritabilidade e inquietação; Dificuldade para concentrar-se e recordar; Dificuldades em tomar decisões; Sentimentos de desesperança e pessimismo; Ideias ou tentativas de suicídio; Dores crônicas que não correspondem aos tratamentos convencionais; Perda de interesses por atividades que anteriormente despertavam prazer, incluindo-se atividades profissionais, sexuais ou mesmo lazer. Por que a Depressão ocorre? A depressão é consequência de um desequilíbrio de substâncias cerebrais chamadas neurotransmissores, que são fundamentais na regulação do humor. Em algumas famílias a depressão costuma ocorrer de geração em geração. Entretanto, pode, por vezes, manifestar-se em indivíduos que não possuem história de depressão familiar. Herdada ou não, a depressão maior está associada à redução ou ao excesso de certas substâncias neuroquímicas (neurotransmissores). A personalidade (constituição psicológica) também desempenha papel na vulnerabilidade à depressão. Pessoas com baixa autoestima que se vêem sistematicamente com pessimismo, ou que se deixam facilmente abater pelo estresse, são mais predispostas à depressão. Fatores externos (ambientais) como dificuldades financeiras, doença crônica, ou qualquer alteração indesejada na vida também podem desencadear um episódio depressivo. Assim, conclui-se que, com frequência, a combinação de fatores genéticos, psicológicos e ambientais está presente no aparecimento da doença depressiva. Existe tratamento para Depressão? Mais de 85% das pessoas que sofrem de depressão podem ser ajudadas através de tratamentos adequados. Quando bem aplicados, eles reduzem a dor, o sofrimento e eliminam os sintomas causados pela depressão, permitindo que o paciente volte à vida normal. A precocidade do tratamento é fundamental para o sucesso terapêutico. Existem vários tratamentos disponíveis para a depressão. Os mais adequados deles deverão dar conta de todos os fatores envolvidos no desenvolvimento do problema. Assim, o primeiro passo de qualquer tratamento será o restabelecimento do equilíbrio bioquímico dos neurotransmissores cerebrais envolvidos na regulação do humor. Para este aspecto faz-se necessário o uso de medicamentos que possam fazer o restabelecimento deste equilíbrio. O segundo e talvez o mais importante passo no sucesso do tratamento a longo prazo, trata-se de uma abordagem psicoterápica que conscientize o paciente sobre a necessidade de reestruturar sua maneira de viver e principalmente de lidar com os problemas de maneira menos desgastantes. O terceiro passo visa introduzir na vida do paciente hábitos e/ou técnicas que fazem o equilíbrio físico e mental tais como a ioga, meditação, prática de exercícios físicos, técnicas de relaxamento e alimentação mais saudável, rica em substâncias que ajudem na manutenção do equilíbrio do corpo. Um tratamento que cumpra todas essas etapas tem por objetivo não somente o restabelecimento do quadro depressivo, mas principalmente a conquista de uma melhor qualidade de vida. A ajuda de amigos e parentes é importante? A ajuda de parentes e amigos é fundamental para o paciente com depressão, uma vez que o desânimo e a desesperança, muitas vezes, o impedem de procurar ajuda especializada. Desta forma, a coisa mais importante que alguém pode fazer por uma pessoa deprimida é ajudá-la a se submeter a um diagnóstico e a um tratamento adequado. Outro aspecto muito útil é reafirmar para o paciente que com o tempo e ajuda ele se sentirá bem melhor.

sábado, 10 de agosto de 2013

tangran

Cliquem para jogar e melhorar sua concentração. http://pbskids.org/cyberchase/math-games/tanagram-game/

Esquecimento bom ou mau?

Normalmente, associa-se o esquecimento a uma falha mental ou ate uma patologia, mas sem o esquecimento é ser-nos-ia impossível continuar memorizar informação. Portanto, neste caso, o esquecimento serve como que um filtro daquilo que ainda nos é importante, a este processo designa-se por função seletiva e adaptativa. A própria memória também tem um carater adaptativo pois ela não memoriza tudo a que estamos expostos no dia-a-dia (a informação é transformada). Habitualmente falamos de esquecimento ligado apenas à memória de longo prazo pois como já disse a memória a curto prazo apaga-se para dar lugar a novas informações ou então passa à memória de longo prazo. Mas o esquecimento pode ser também mau quando é um esquecimento regressivo ou seja quando surgem dificuldades em reter novos materiais e em recordar conhecimento, nomes ou fatos aprendidos recentemente. Este tipo de esquecimento pode ser devido à degenerescência dos tecidos cerebrais e ataca sobretudo pessoas de certa idade. E existe tres tipos de esquecimento: por interferencia de aprendizagem (como que uma reciclagem de informação), regressivo, e motivado utilizado quando se quer esquecer algo negativo na nossa vida.

sábado, 3 de agosto de 2013

Cuidado com stress

A VELA E O FÓSFORO

Chegou o dia em que o fósforo disse à vela: — Eu tenho a tarefa de acender-te. Assustada a vela respondeu: — Não, isto não! Se eu estou acesa, então os meus dias estão contados. Ninguém vai mais admirar a minha beleza. O fósforo perguntou: — Tu preferes passar a vida inteira, inerte e sozinha, Sem ter experimentado a vida? — Mas queimar dói e consome as minhas forças, sussurrou a vela insegura e apavorada. — É verdade, – respondeu o fósforo – Mas é este o segredo da nossa vocação. Nós somos chamados para ser luz! O que eu posso fazer é pouco. Se não te acender, eu perco o sentido da minha vida. Eu existo para acender o fogo. Tu és uma vela: tu existes para iluminar os outros, para aquecer. Tudo o que tu ofereceres através da dor, do sofrimento e Do seu empenho será transformado em luz. Tu não te acabarás consumindo-te pelos outros. Outros passarão o teu fogo adiante. Só quando tu te recusares, então morrerás! Em seguida, a vela afinou o seu pavio e disse cheia de expectativa: — Eu te peço, acende-me. Sejam bem-vindos a mais um semestre