Boa noite, caros alunos. Sempre venho no blog ajudar vocês com dicas sobre como melhorar a memória e a concentração. Isso pareci fácil, mas sei o quanto é difícil para vocês superar esses desafios no dia-a-dia. Penso no quanto de sacrifícios precisam fazer para alcançar o sonho de vocês. E a vida é feita de alguns sacrifícios. Entretanto existe um que jamais devemos abrir mão. Sabe qual é?
E aí conseguiram responder? Então é chegado o momento de conversarmos um pouco sobre isso e é sobre isso que venho hoje ao blog para narrar sobre a minha tristeza dos últimos acontecimentos nos estabelecimentos aonde o aprender a conhecer, a fazer, as amizades novas deveria ser o foco principal. Não venho inserir lição de moral, esse não é o meu papel, mas incitar que cada um pense de forma crítica e sem preconceitos e/ou julgamentos o comportamento do outro. E é evidente que isso não significa que devemos aceitar qualquer tipo de agressão seja ela verbal ou física, mas começar a refletirmos como somos em sala de aula como alunos e colegas. Qual é o meu papel enquanto aluno? O que me diferencia do outro? Como é minha relação com as pessoas com as quais convivo na faculdade? Eu seria meu próprio amigo? Minha relação com meus colegas fortalecem as suas potencialidades ou as neutraliza, faço brincadeiras indesejáveis?
Pensar na sua postura enquanto ser humano é pensar que existe um outro que tem sentimentos, emoções, tem dificuldades a serem vencidas e também tem medo. E que principalmente mereci o nosso respeito.
Para conhecer o outro eu preciso me conhecer, conhecer meus limites, meus medos, minhas angústias, minhas dificuldades. Perceber como você se comporta em determinadas situações externas como, por exemplo, quando: Tira uma nota baixa, perde uma prova, chega atrasado, é reprovado, não assiste aula, quer fazer tudo ao mesmo tempo, não quer sair da zona de conforto. Enfim qual é sua reação diante dos seus fracassos, e o que você pensa sobre o fracasso.
Quando éramos crianças e erramos, ou não ganhávamos no jogo, ou tirávamos nota baixa, faltávamos a aula, ou queríamos aquele determinado brinquedos pegávamos pirraça, chorávamos, esperneávamos. Esses eram os nossos comportamentos enquanto crianças. E hoje quando o nosso desejo não é atendido o que fazemos? Agimos como crianças ou buscamos de forma madura e adulta resolver os desafios e as dificuldades que muitas vezes criamos? Qual é sua atitude quando se sente frustrado? Será que é necessário agirmos com violência e essa violência te ajudará a conseguir o que desejas?
Agredir o professor verbalmente, fisicamente, xingar, utilizar da agressão não ajudará você a se encontrar nas questões que te incomodam. Esse comportamento fará com que as pessoas afastem mais de você e isso demonstrara a sua dificuldade de um auto-controle e de uma imaturidade para você resolver os seus desafios pessoais. Que, aliás, são seus e de mais ninguém. Você é o único responsável pelos seus resultados. Esses comportamentos lembram o de uma criança que perdeu seu brinquedo e não sabe como alcançá-lo novamente, comportamento este que precisava ser trabalhado no seio familiar para que a criança conseguisse desde pequeno a criar estratégias positivas para vencer seus desafios, sem utilizar de meios coercivos para conseguir.
É preciso parar para refletirmos como as relações de hoje estão sendo estabelecidas. Que relações são estas que não percebem um outro a sua volta, que enxerga o ser humano apenas como objeto? Esse é o momento.
Pensar sobre os comportamentos e em como podemos ajudar a melhorar a relação afetiva entre os seres humanos. Cada um é responsável por construir sua história e por buscar ajuda nos momentos em que o que é interno transcende a nossa capacidade de controlar. O que não podemos é “descontar” no outro a nossa incapacidade, nossas angústias, medos, raiva e intolerância.
“Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito”. William Shakespeare
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