sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Medo e Psicanalise
O medo é uma emoção intrínseca ao humano. Trata-se de uma emoção que acompanhou o curso evolutivo do homem, provavelmente, desde os primórdios da vida. O feto humano já reage com contrações quando estimulado no útero. Isso quer dizer que já no desenvolvimento intra-uterino o ser humano apresenta sinais de conduta individualizada que é o comportamento inibitório. Conhecemos esse comportamento com o nome de medo.
O medo é psicofísico. Toda vez que sentimos medo, imediatamente, nosso organismo apresenta reações características desse sentimento. Dependendo da intensidade do medo, podemos ter uma paralisação momentânea das funções cardíaca e respiratória. A seguir o coração dispara e a respiração acelera. Sobrevêm a palidez que é proveniente da retirada de sangue dos vasos periféricos. O suor pode inundar a pele. Se pudéssemos olhar o corpo internamente, dentre outras reações, poderíamos observar que as alças intestinais se dilatam e cessam as atividades motrizes do estômago. A secreção gástrica fica paralisada e relaxam-se todas as fibras musculares lisas em toda a extensão do tubo digestivo. Há uma abundante liberação de adrenalina na corrente sangüínea. Os vasos sanguíneos se contraem. Continuar...
O medo é, portanto, a mais visceral e talvez a mais antiga emoção do homem. O medo foi necessário para que a espécie humana se preservasse e, sem ele, provavelmente, seríamos uma espécie extinta há muito. Sempre que o ser humano se depara com uma situação que desperta medo, tende a fugir. Mas o homem não foge só porque tem medo, mas também, para livrar-se do sentimento de medo. Essa fuga, ao contrário do que possa parecer, não é uma atitude passiva, mas sim ativa onde o homem apropria-se de seus recursos para superar uma situação de perigo e dela libertar-se, preservando a vida. Entretanto esse comportamento pode ser interpretado de duas maneiras: Por um lado evita que o homem sofra alguns males colocando-o a salvo, por outro, impede que enfrente situações de conflitos que poderiam leva-lo a êxitos que ampliariam seu repertório experimental. Na timidez, por exemplo, as pessoas se protegem de um mal imaginário e ficam impedidas de viver plenamente as experiências que um contato afetivo poderia trazer.
Todos nós, ainda que não tenhamos nos detido para observar, sabemos que o medo é um dos mais eficientes professores que temos. Faz nos aprender com uma velocidade desconcertante. Vejamos um exemplo: Suponhamos que uma criança jovem está andando no quintal de sua casa e é mordida pelo seu cão. Durante muitos meses aquela situação traumática ficará na memória de forma a determinar o medo e a reação de fuga diante de qualquer cão. Ou seja, a criança ficará durante muito tempo aguilhoada pelo medo.
Só com o passar do tempo e na medida em que puder experimentar situações onde se certifique de que nem todos os animais reagem de forma agressiva e que a criança vai, paulatinamente, ganhando confiança para então diminuir o medo. Entretanto, há situações em que é muito difícil erradicar completamente o medo. Muitos medos se imprimem na mente de forma cumulativa e não puntiforme como o exemplo que utilizamos acima, tornando-se assim mais difíceis de serem identificados e tratados.
O medo exerce grande influência sobre tudo no psiquismo humano. Esse sentimento tem atravessado o tempo com o homem e ajudou-o a tecer sua história não só no sentido do progresso como também no sentido da maldade e da destruição. No sentido do progresso pode-se dizer que o medo fez com que o homem criasse cada vez mais condições para preservar-se. Criou recursos para proteger-se das feras, da fome e da instabilidade do tempo e de sua própria espécie. Saiu das cavernas para as choupanas, destas para casas de alvenaria e posteriormente criou castelos com altos muros e grossas paredes. Descobriu as ervas que curavam e muito mais à frente criaram-se os remédios que prolongam a vida. Criou armas, cada vez mais sofisticadas para a caça e defesa.
Indicações Bibliográficas
“A Negação da Morte”, Ernest Becker, Nova Fronteira, 1976.
“Ano 1000, ano 2000: na pista de nossos medos”, Georges Duby, Editora Unesp, 1998.
O autor faz uma revisão histórico e social da Idade Média, em relação aos ao Medos contemporâneos. Feito em cinco capítulos onde fala da Miséria, Medo do Outro, das Epidemias, da Violência e do Além.
“O Medo à Liberdade”, Erich Fromm, Zahar Editores, 1978.
Postado por Alexandre Yamazaki à
domingo, 22 de setembro de 2013
SIGNIFICADO DE ANGÚSTIA
Angústia é a sensação psicológica que se caracteriza pelo sufocamento, pelo peito apertado, ansiedade, insegurança, falta de humor, e com ressentimentos aliados a alguma dor. No campo psiquiátrico a angústia é considerada uma doença e precisa ser tratada.
Para a psiquiatria, a angústia está muito próxima da depressão, embora que, nem sempre quem tenha angústias periódica pode estar sofrendo de depressão e sim uma manifestação da ansiedade que é o receio do futuro.
A angústia também pode estar ligada a causas psicológicas como, complexos, traumas, meio familiar repressores ou desgastantes, podem desencadear sensações de opressão. A angústia somente será considerada uma doença, quando aparecerem outros sintomas, como falta de concentração, tristeza permanente, inquietação, pensamentos negativos.
As pessoas que apresentam quadro de angústia e não tem acompanhamento profissional desenvolvem outros distúrbios emocionais, como cansaço físico e mental, comportamento inadequado e baixa auto-estima.
A angústia é uma emoção que está à frente de um acontecimento, uma circunstância, ou ocorre por lembranças traumáticas. A angústia acontece também em estados paranóicos onde a percepção das coisas é muito maior e destorcida.
Entre os povos da antiguidade, os gregos procuravam combater a angústia, criando uma sociedade baseada no principio do equilíbrio, isto é, nada em demasia, como forma de combater nossos instintos e paixões. Assim surgiram as tragédias gregas que como arte da representação e da aparência nos coloca em contato com toda a tragégia e angústia da existência.
Alguns filósofos dizem que a angústia surge no momento que o homem percebe a sua condenação à liberdade, por isso se sente angustiado já que sabe que é o senhor do seu destino.
sábado, 14 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Você se estressa nos estudos e trabalho?
Cheque aqui quanto você é vulnerável ao stress:
Quantas vezes você...
1. Sente angústia por perceber que o dia está curto para dar conta do que necessita fazer?
Sempre
Muitas vezes
Às vezes
Raramente
2. Sente-se injustiçado por cancelar compromissos sociais porque necessita terminar um trabalho que deveria ter terminado antes?
Sempre
Muitas vezes
Às vezes
Raramente
3. Pensa que deveria ter ajuda para conseguir terminar todo o serviço?
Sempre
Muitas vezes
Às vezes
Raramente
4. Sente que as pessoas esperam demais de você no trabalho e na vida pessoal?
Sempre
Muitas vezes
Às vezes
Raramente
5. Não consegue pensar claramente porque um número demasiado de coisas estão acontecendo ao mesmo tempo?
Sempre
Muitas vezes
Às vezes
Raramente
6. Tem a sensação de estar lutando contra o relógio?
Sempre
Muitas vezes
Às vezes
Raramente
7. Tem vontade de fugir das responsabilidades?
Sempre
Muitas vezes
Às vezes
Raramente
8. Sai exausto do trabalho?
Sempre
Muitas vezes
Às vezes
Raramente
9. Sente-se estressado por ter que trabalhar tanto?
Sempre
Muitas vezes
Às vezes
Raramente
10. Gostaria que a vida parasse para concluir tudo o que tem para fazer?
Sempre
Muitas vezes
Às vezes
Raramente
Você fez pontos.
Pessoas vulneráveis a stress gerado pela sobrecarga de trabalho em geral têm resultados acima de 25 pontos.
Fonte: Marilda Lipp, Centro Psicológico de Controle do Stress
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