domingo, 27 de outubro de 2013

Dicas para sua primeira entrevista de emprego

São diversas as exigências dos selecionadores quanto ao conteúdo do currículo, desempenho nas dinâmicas e postura na entrevista de emprego. Todo candidato deve se preparar bem para a chance de conquistar um novo posto de trabalho. Mas, e quando o profissional não possui experiência ou nunca trabalhou? Conversamos com especialistas que apontaram como os jovens devem se portar nos processos seletivos. Para se diferenciar dos inúmeros candidatos concorrentes, geralmente de programas de trainees e estágio, é preciso ir além dos requisitos mínimos, que são inglês fluente, conhecimentos em informática e bom relacionamento. É preciso mostrar que fará a diferença sendo contratado. Como elaborar o primeiro currículo O cuidado com a formatação do currículo e os erros de português são primordiais também para os iniciantes no mercado de trabalho. “O currículo deve ser atraente como uma peça publicitária, onde o consumidor vê a propaganda e quer comprar o produto”, comenta Bruna Tokunaga Dias, gerente de orientação de carreira da Cia de Talentos. A partir do momento que está na faculdade, o candidato não precisa inserir informações sobre ensino médio. Um segundo idioma deve ser mencionado, assim como o objetivo profissional bem definido. O diferencial é informar atividades curriculares que tenham alguma relevância em relação ao objetivo, tomando cuidado para não poluir o currículo com, por exemplo, palestras, cursos e ações sociais que não tenham foco na carreira pretendida. Outra dica importante é inserir projetos, cursos e trabalhos na faculdade em tópicos, pois quanto mais organizado o currículo, mais facilitará e chamará a atenção do selecionador. “Citar características como proatividade e liderança só ganham relevância caso tenham como ser ilustradas por algum exemplo dentro do currículo – o mais relevante é citar quais foram os aprendizados e o que foi desenvolvido”, explica Bruna. Executar atividades exclusivamente para inserir no currículo como uma vantagem perante os demais pode soar artificial na hora do recrutamento. No caso de um trabalho voluntário, por exemplo, a pessoa não deve apenas executá-lo para contar pontos no currículo, e sim tentar absorver algo de bom para si e, consequentemente, para seu amadurecimento profissional. Segundo a gerente da Cia de Talentos, o jovem deve procurar uma causa na qual se identifique. “Outro ponto é ter cautela na hora de mencionar viagens, pois esta experiência deve ter algum objetivo em relação a seu foco”, conta. Postura na entrevista Como não possuem muita ou nenhuma experiência, os jovens são analisados pelas empresas através do lado comportamental. Não se intimidar pelo fato de não ter experiência profissional é o ponto principal no ato de uma entrevista de emprego. “A dica é mostrar interesse na vaga e na empresa, e procurar mostrar ao selecionador que tem foco na carreira e está cheio de vontade de trabalhar e crescer profissionalmente. Uma boa saída é ficar atento aos programas de trainee e estágio que são divulgados periodicamente em sites e murais de faculdade/escola”, indica Adália Assis, consultora de Recursos Humanos da Catho. É muito comum pessoas que não possuam histórico profissional trazerem fatos da vida pessoal para a entrevista – isto deve ser bem explorado, ilustrando e fazendo analogias de como a experiência de vida pode auxiliar no campo profissional. “Já contratei, por exemplo, uma garota que me contou como ela convenceu sua mãe a patrocinar seu intercâmbio. No entanto, já vi executivos que não possuem poder de negociação e influência estratégica”, relata Bruna. Os selecionadores de maneira geral têm consciência de que, em uma primeira entrevista, o candidato pode estar nervoso e ligeiramente despreparado. Mentir ou criar um perfil falso é o pior caminho, pois o recrutador geralmente consegue detectar certas falhas. “É importante mostrar segurança de seus objetivos na hora da entrevista. Passar credibilidade no contato com o entrevistador é fator decisivo na hora da seleção”, finaliza a consultora da Catho. Fonte: Dicas para sua primeira entrevista de emprego | Portal Carreira & Sucesso

sábado, 19 de outubro de 2013

Estresse & Sistema Imune

Prof. Selma Cordeiro de Andrade Em minha experiência profissional, tenho constatado que as pessoas que permanecem por muito tempo 'identificadas' com a perda, vivendo o luto, apegadas ao passado, e com quadro depressivo crônico, tendem a ter suas defesas imunológicas também deprimidas. Dr. Adjar Mendes, conceituado Médico Clínico e Ortomolecular (Belo Horizonte), que possui atuação em psicossomática, faz algumas advertências importantes para nós psicólogos. Ele explica que as defesas orgânicas, as células “Killer”, também “desistem”, por si, da defesa o organismo, pois fazem a “leitura” do estado de abandono ao qual o organismo já se instalou; ou seja, se o próprio indivíduo já se recusa a cuidar de si, então as células não mais necessitam de tanto empenho. É como se o médico tentasse traduzir em palavras, a ”leitura” que os anticorpos fazem do seu portador. As células “dão às costas” para os invasores e não mais se empenham em manter o seu trabalho de adaptação e homeostase, frente aos agressores. A pessoa fica em estado vulnerável, sendo importante que haja a intervenção clínica e psiquiátrica, para que o sujeito controle o seu estado depressivo, e suas defesas orgânicas voltem a ser reativadas. É como se houvesse um código secreto entre as células que “entendem” as mensagens do inconsciente estão apontando para a prevalência da pulsão (desejo inconsciente) de morte está mais que o instinto de preservação da vida. É assim que eu interpreto essa situação, e busco mostrar para o indivíduo o fato de que, ele próprio, está desistindo da luta e o seu corpo está obedecendo. Daí, a terapia se volta para a questão da sobrevivência, do lutar \ fugir, do questionamento acerca do script de vida e morte, enfim, o próprio organismo aponta a direção a ser seguida, em termos de conscientização, no sentido de se reverter o quadro de adoecimento. Muitas são as oportunidades em que temos conseguido reverte-lo. Por meio de pesquisa na psiconeuroimunologia descobriu-se que alguns fatores moderam os efeitos do estresse, incluindo intensidade, novidade e previsibilidade. A intensidade do estressor está positivamente relacionada aos glicocorticosteróides (cortisol) e a respostas autonômicas, que são indicadores de respostas imune. A “novidade” (experiência nova) está relacionada a reações fisiológicas: paraquedistas de primeira viagem apresentam glicocorticosteróides (cortisol) e catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) aumentados, no pulo inicial. No entanto, as reações fisiológicas diminuem, rapidamente, nos pulos consecutivos. Donde se conclui que: a previsibilidade aumenta as respostas adaptativas ao estresse. Por exemplo, a morte de um familiar hospitalizado se torna mais “admissível” que a acidental. Tivemos a oportunidade de acompanhar o falecimento do filho da atriz Cissa Guimarães, através da mídia, tempos atrás. Na ocasião, a mesma estava em evidência, como apresentadora de uma promoção voltada para os jogos da copa do mundo. O carro atingiu o rapaz, em um túnel no Rio de Janeiro. A atriz, que se encontrava em euforia, estimulando o público, foi brutalmente abatida com a notícia do acidente fatal; um exemplo de choque que causa trauma e sofrimento. A imprevisibilidade corroborou para agravar a sua dor, enquanto o apoio social, que veremos adiante, pode ter sido decisivo em sua recuperação, já declarada por ela, publicamente. Talvez, a maneira mais importante de lidar com o estresse seja pela interação com outras pessoas que forneçam apoio social.

domingo, 6 de outubro de 2013

O que é Transtorno de ansiedade generalizada?

O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é um padrão de preocupação e ansiedade frequente e constante em relação a diversas atividades e eventos. Causas O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é uma doença comum. Os genes podem ser fatores determinantes. O estresse também pode contribuir para o desenvolvimento de TAG. Qualquer pessoa pode desenvolver esse transtorno, até crianças. Na maioria dos casos, as pessoas com essa doença afirmam não lembrar de um período em que não eram ansiosas. O TAG ocorre com um pouco mais de frequência em mulheres que em homens. Sintomas de Transtorno de ansiedade generalizada O principal sintoma é a presença quase permanente de preocupação ou tensão, mesmo quando há poucos motivos ou não existe um motivo. As preocupações parecem passar de um problema para outro, como questões familiares, amorosas, relacionadas ao trabalho, à saúde ou de várias outras origens. Mesmo quando as pessoas com TAG têm consciência de que suas preocupações ou medos são mais fortes do que o necessário, elas ainda têm dificuldade para controlar essas reações. Outros sintomas incluem: Dificuldade de concentração Fadiga Irritabilidade Problemas para adormecer ou para permanecer dormindo e um sono que raramente é revigorante e satisfatório Inquietação, geralmente ficando assustado com muita facilidade Além das preocupações e ansiedades, diversos sintomas físicos também podem se manifestar, incluindo tensão muscular (tremedeira, dores de cabeça) e problemas de estômago, como náusea ou diarreia. Tratamento de Transtorno de ansiedade generalizada O objetivo do tratamento é ajudar você a agir normalmente na vida cotidiana. Uma combinação de remédios e terapia cognitivo-comportamental (TCC) funciona melhor. Os medicamentos são uma parte fundamental. Depois de começar a tomá-los, não interrompa o tratamento sem conversar com seu médico. Medicamentos que podem ser usados: Os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs) geralmente são a primeira opção de tratamento. Os inibidores de recaptação de serotonina e norepinefrina são outra alternativa. Alguns antidepressivos e medicamentos antiepilépticos podem ser usados nos casos mais graves. As benzodiazepinas, como alprazolam, clonazepam e lorazepam, podem ser usadas se os antidepressivos não amenizarem os sintomas como esperado. A dependência prolongada desses medicamentos é motivo de preocupação. Um medicamento chamado buspirona é outra opção. A terapia cognitivo-comportamental ajuda a compreender seus comportamentos e como conseguir controlá-los. Você terá de 10 a 20 visitas durante várias semanas. Durante a terapia, você aprenderá a: Compreender e aprender a controlar as visões distorcidas dos estressores da vida, como o comportamento de outras pessoas ou eventos importantes. Reconhecer e substituir os pensamentos que causam pânico, diminuindo o sentimento de impotência. Gerenciar o estresse e relaxar quando os sintomas ocorrerem. Evitar pensar que as pequenas preocupações se transformarão em problemas muito graves. Evitar cafeína, drogas ilícitas e até mesmo alguns remédios para gripe também pode ajudar a minimizar os sintomas. Um estilo de vida saudável que inclua exercícios, descanso suficiente e boa alimentação pode ajudar a diminuir o impacto da ansiedade. Expectativas A recuperação do indivíduo depende da gravidade da doença. O TAG pode persistir e ser difícil de tratar. Entretanto, a maioria dos pacientes melhora com uma combinação de medicamentos e terapia comportamental. Fontes e referências: Anxiety Disorders. National Institute of Mental Health. U.S. Department of Health and Human Services. Accessed February 5, 2010. Hoffmann SG, Smits JA. Cognitive-behavioral therapy for adult anxiety disorders: a meta-analysis of randomized placebo-controlled trials. J Clin Psychiatry. 2008;69:621-632. Pollack MH, Kinrys G, Delong H, Vasconcelos e Sá D, Simon NM. The pharmacotherapy of anxiety disorders. In: Stern TA, Rosenbaum JF, Fava M, Biederman J, Rauch SL, eds. Massachusetts General Hospital Comprehensive Clinical Psychiatry. 1st ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier;2008:chap 41.