domingo, 6 de outubro de 2013
O que é Transtorno de ansiedade generalizada?
O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é um padrão de preocupação e ansiedade frequente e constante em relação a diversas atividades e eventos.
Causas
O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é uma doença comum. Os genes podem ser fatores determinantes. O estresse também pode contribuir para o desenvolvimento de TAG.
Qualquer pessoa pode desenvolver esse transtorno, até crianças. Na maioria dos casos, as pessoas com essa doença afirmam não lembrar de um período em que não eram ansiosas. O TAG ocorre com um pouco mais de frequência em mulheres que em homens.
Sintomas de Transtorno de ansiedade generalizada
O principal sintoma é a presença quase permanente de preocupação ou tensão, mesmo quando há poucos motivos ou não existe um motivo. As preocupações parecem passar de um problema para outro, como questões familiares, amorosas, relacionadas ao trabalho, à saúde ou de várias outras origens.
Mesmo quando as pessoas com TAG têm consciência de que suas preocupações ou medos são mais fortes do que o necessário, elas ainda têm dificuldade para controlar essas reações.
Outros sintomas incluem:
Dificuldade de concentração
Fadiga
Irritabilidade
Problemas para adormecer ou para permanecer dormindo e um sono que raramente é revigorante e satisfatório
Inquietação, geralmente ficando assustado com muita facilidade
Além das preocupações e ansiedades, diversos sintomas físicos também podem se manifestar, incluindo tensão muscular (tremedeira, dores de cabeça) e problemas de estômago, como náusea ou diarreia.
Tratamento de Transtorno de ansiedade generalizada
O objetivo do tratamento é ajudar você a agir normalmente na vida cotidiana. Uma combinação de remédios e terapia cognitivo-comportamental (TCC) funciona melhor.
Os medicamentos são uma parte fundamental. Depois de começar a tomá-los, não interrompa o tratamento sem conversar com seu médico. Medicamentos que podem ser usados:
Os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs) geralmente são a primeira opção de tratamento. Os inibidores de recaptação de serotonina e norepinefrina são outra alternativa.
Alguns antidepressivos e medicamentos antiepilépticos podem ser usados nos casos mais graves.
As benzodiazepinas, como alprazolam, clonazepam e lorazepam, podem ser usadas se os antidepressivos não amenizarem os sintomas como esperado. A dependência prolongada desses medicamentos é motivo de preocupação.
Um medicamento chamado buspirona é outra opção.
A terapia cognitivo-comportamental ajuda a compreender seus comportamentos e como conseguir controlá-los. Você terá de 10 a 20 visitas durante várias semanas. Durante a terapia, você aprenderá a:
Compreender e aprender a controlar as visões distorcidas dos estressores da vida, como o comportamento de outras pessoas ou eventos importantes.
Reconhecer e substituir os pensamentos que causam pânico, diminuindo o sentimento de impotência.
Gerenciar o estresse e relaxar quando os sintomas ocorrerem.
Evitar pensar que as pequenas preocupações se transformarão em problemas muito graves.
Evitar cafeína, drogas ilícitas e até mesmo alguns remédios para gripe também pode ajudar a minimizar os sintomas.
Um estilo de vida saudável que inclua exercícios, descanso suficiente e boa alimentação pode ajudar a diminuir o impacto da ansiedade.
Expectativas
A recuperação do indivíduo depende da gravidade da doença. O TAG pode persistir e ser difícil de tratar. Entretanto, a maioria dos pacientes melhora com uma combinação de medicamentos e terapia comportamental.
Fontes e referências:
Anxiety Disorders. National Institute of Mental Health. U.S. Department of Health and Human Services. Accessed February 5, 2010.
Hoffmann SG, Smits JA. Cognitive-behavioral therapy for adult anxiety disorders: a meta-analysis of randomized placebo-controlled trials. J Clin Psychiatry. 2008;69:621-632.
Pollack MH, Kinrys G, Delong H, Vasconcelos e Sá D, Simon NM. The pharmacotherapy of anxiety disorders. In: Stern TA, Rosenbaum JF, Fava M, Biederman J, Rauch SL, eds. Massachusetts General Hospital Comprehensive Clinical Psychiatry. 1st ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier;2008:chap 41.
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